Coyote Vs. Acme sobrevive e prova à Warner que não deveria ter sido esquecido | Crítica

Coyote Vs. Acme sobrevive e prova à Warner que não deveria ter sido esquecido | Crítica

Depois de passar por tantos perrengues, Coyote Vs. Acme finalmente conseguiu sua chance de brilhar nos cinemas — e valeu super a pena! Ele é nostálgico, divertido e te emociona quando você menos espera.

O longa narra a história de Wile E. Coyote, aquele mesmo coiote que não cansava de criar armadilhas mirabolantes para capturar o veloz Papa-Léguas no desenho de 1949, contratando um advogado para processar a Acme por todas as suas peripécias que deram errado devido aos produtos defeituosos da empresa. O problema é que seu advogado, Kevin Avery (Will Forte) é um medroso, e a Acme é uma megacorporação que nunca perdeu um caso na justiça. E agora?

Assista ao trailer:

Para quem está ligado no mundo das animações, com certeza ouviu falar nessa história antes:

Em 2023, depois de 5 anos em desenvolvimento, recebemos a notícia de que o novo e tão aguardado filme da franquia dos Looney Tunes, Coyote Vs. Acme, estava finalizado — mas que seria engavetado pela Warner Bros para abater impostos por ser considerado um (possível) fracasso financeiro. Fãs do desenho original, juntamente com artistas e membros da indústria do cinema protestaram contra, pressionando o estúdio a pelo menos tentar vender os direitos do longa para que ele pudesse ver a luz do dia. Na lista de empresas interessadas haviam grandes nomes: Paramount, Netflix e Amazon. Mesmo assim, em 2024, a Warner Bros rejeitou todas as ofertas de compra do filme.

Milagrosamente, em 2025, a Ketchup Entertainment anunciou que conseguiu os direitos do filme depois de muitas negociações. Vale lembrar que a mesma também salvou outro filme da mesma franquia de ser descartado: Looney Tunes – O Filme: O Dia Que A Terra Explodiu (2024). Baita “coincidência”, não é?

O resultado final de Coyote Vs. Acme foi um filme muito divertido, com personagens tão queridos por nós que acordávamos cedo e assistíamos a esses desenhos todo dia antes de ir para a escola. Ele não se leva à sério — as piadas e os trocadilhos são bobos, e é isso que faz ele especial. Não pense que é o filme mais profundo do mundo: ele tem uma premissa absurda de doida, mas que, de alguma forma, funcionou.

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Ele mistura os elementos dos cartoons antigos (como os personagens, as piadas, efeitos visuais e clichês) com a nossa realidade e te faz gargalhar a todo momento com as bobeiras. Não só isso, como, apesar de ser uma simples comédia, ele também traz algo que sinto falta em muitos filmes mais atuais: uma mensagem boa.

Coyote Vs. Acme é um filme sobre não desistir. Se quisermos algo na vida, assim como Wile E. Coyote, precisamos continuar tentando até conseguirmos. Uma hora vai dar certo. Quando penso nessa mensagem e reflito sobre o que todas as pessoas envolvidas nesse filme passaram, no tanto que precisaram lutar para conseguir que o trabalho delas fosse lançado, tudo faz sentido.

Outro destaque foi o papel de John Cena como Buddy Crane, o advogado que representa a Acme no filme. John Cena sempre consegue fazer perfeitamente o papel do americano patriota surtado e arranca risadas sem nem fazer muito esforço. Uma das melhores cenas do filme foi Buddy Crane discutindo com o passarinho Piu-Piu. Incrível!

O longa tem alguns pequenos defeitos, como a animação em 3D dos personagens de Looney Tunes, que, à princípio, fariam muito mais sentido se estivessem totalmente em 2D. Mas mesmo assim, não distrai em quase nada da experiência incrível que é assistir esse filme nas telonas depois de anos esperando pelo desfecho da sua luta contra a Warner Bros. Valeu a pena demais!

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